Ocratoxina (ota)

3 de novembro de 2021

O nome desta micotoxina é derivado do Aspergillus ochraceus (OTA = Ochraceus Toxin A), é uma substância natural muito tóxica produzida por fungos do gênero Aspergillus e Penicillium. A Ocratoxina A (OTA) é uma micotoxina muito potente que afeta os rins e o fígado de pessoas, aves, cães e suínos, que são espécies bastante sensíveis à presença de OTA nos alimentos.

Suspeita-se que OTA provoca câncer no trato urinário e nos rins de pessoas em certas regiões do mundo devido, principalmente, à dieta alimentar.

OTA tem sido encontrada em vários tipos de grãos e subprodutos, rações, leite, carnes e derivados.

Destacam-se o amendoim, arroz, aveia, cacau, café verde, castanha-do-Pará, centeio, cevada, ervilha, feijão, frutas secas, milho, sorgo, e diversos produtos de origem animal.

OTA é mais provável de ser encontrada quando a colheita é realizada em condições climáticas desfavoráveis, com chuvas e alta umidade, demora na secagem, secagem incompleta e armazenamento inadequado de forma que o teor de umidade dos grãos esteja acima de 16%; possibilitando que espécies dos gêneros Aspergillus e Penicillium infectem as sementes e/ou grãos rapidamente.

Assim, alimentos e rações que contenham esses tipos de grãos podem apresentar riscos aos consumidores, sejam pessoas ou animais domésticos.

A literatura especializada não menciona soja e farelo de soja. Mas, isso não quer dizer que não possa ocorrer infecção e produção de OTA nestes produtos.

Os fungos produtores de OTA estão distribuídos no meio ambiente sendo encontrados em todas as partes do mundo. A ocorrência da toxina tem sido observada em vários países da Europa, EUA e Canadá em níveis variando de 5 a 27.570 ppb.

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